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Desenvolvimento pessoal

Assédio moral – o que fazer para nunca mais passar por isso

Assédio moral tem como objetivo humilhar para ter poder sobre a pessoa. Neste artigo, você vai descobrir que atitudes tomar para não ser impactado por ele.

O assédio moral é usado para humilhar o indivíduo. (Foto: internet/reprodução)

O assédio moral é usado para humilhar o indivíduo. (Foto: internet/reprodução)

Assédio moral atinge 4 entre cada 10 brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2014. Em 2015, a BBC Brasil publicou pesquisa apontando que 52% da população brasileira sofre algum tipo de assédio no trabalho. Desse total, a maior parte dos entrevistados, 47,3%, disse ter passado por constrangimento moral.

Se você acha que esses números são alarmantes no mercado de trabalho, saiba que são muito piores nas relações pessoais. Na família, essa situação é extremamente grave. Ela indica o grau de adoecimento dos entes e contribui para toda sorte de danos emocionais.

Nesse artigo, você vai entender o que é e quais os mecanismos do assédio moral e suas possíveis causas. Ao terminar de ler essa matéria, saberá como se proteger dessas investidas. Esse tipo de atitude tem potencial para levar muita gente à loucura e a outras enfermidades da alma.

O DNA do Assédio moral

Assédio moral é uma agressão disfarçada que causa sofrimento emocional no outro. Ele ocorre no singular ou no plural, pois pode ser exercido de diversas formas ou apenas de um jeito. Mas tem sempre o mesmo objetivo: diminuir ou outro perante o agressor para que o mesmo perca a autonomia.

O principal problema em torno dele é que se trata de tortura mental. Na violência física as pessoas que estão de fora a identificam pelos gestos agressivos e tom de voz. Na psicológica não. Nela, o torturador machuca muitas vezes, escondido atrás de uma brincadeira.

O importante é estar sempre atento para a intenção do sujeito. Nesse tipo de situação, quem pratica tem sempre o objetivo de humilhar, diminuir, desqualificar seu alvo.

A maior necessidade mesmo é ter atenção para observar as nuances que diferenciam uma simples zoeira da humilhação. O assédio moral é insistente, persegue o alvo, que pode até se acostumar em ser tratado como o perdedor.

O poder é sempre o fator gerador da abordagem. Nem sempre o agressor é o mais forte da relação. Contudo, certamente é o que tem mais habilidade para colocar o jogo em seu favor.

A perversidade desse tipo de ação está, sobretudo, na forma disfarçada de ser violento. Você e o público em geral ficam indignados ao presenciar um espancamento. Entretanto, podem assistir um assédio moral e nem perceber, correndo inclusive o risco de participar dele.

Por isso mesmo, ele é muito pouco questionado na justiça, ainda que seja passível de punição. Um empregado pode demitir a firma, caso prove na Justiça do Trabalho que foi assediado moralmente, por exemplo. O problema todo é que o agressor age sempre com sutileza. Por isso, muito raramente a vítima tem como provar e raros conseguem sair da empresa com seus direitos assegurados.

Porque alguém assedia o outro?

As causas do assédio moral nascem nos problemas com a autoestima e autoconfiança do indivíduo que o faz. Ele é usado para compensar a baixa ou o excesso dessas duas características do autor. Contudo, simultaneamente destrói as da vítima, na mesma proporção.

O assédio moral nasce a partir do momento em que determinado indivíduo precisa demonstrar superioridade. É sempre promovido pela necessidade de ter poder.

Há situações em que o agressor crê piamente que por ter tido melhores oportunidades é superior a quem não teve. Do lado oposto, existe o despeito de quem se julga inferior e lança mão desse artifício para diminuir o valor de quem ele crê superior a si. Dessa forma, pensa que está, de fato, se tornando melhor que seus pares.

O importante é que se compreenda que além da imperfeição, a diversidade é a outra característica soberana do ser humano. Essa diversidade implica na necessidade de compreensão, respeito mútuo e alteridade. Essas três qualidades fazem com que a convivência seja possível. Elas também possibilitam a troca de experiência e transmissão de conhecimento entre gerações e nacionalidades.

Mas a pior forma de assédio moral ocorre dentro da família e por fatores culturais. Até o começo do século XX, o poder familiar pertencia ao indivíduo que mantinha a prole. Como o acesso à educação universal era restrito, a ignorância fazia com que as pessoas cressem que os mais velhos sabiam tudo.

Até certo ponto, a experiência adquirida com o tempo é necessária para que se tenha um direcionamento na vida. Contudo, ela não faz de pais, tios e avós detentores absolutos de todas as respostas. Da mesma forma não os torna aptos a prever o futuro. Por esse motivo, as famílias consideradas felizes e equilibradas são aquelas em que as gerações convivem respeitando-se umas as outras.

O bullyng não pode ser considerado assédio moral, pois envolve agressões físicas, além da pressão psicológica. (Foto: internet/reprodução)

O bullyng não pode ser considerado assédio moral, pois envolve agressões físicas, além da pressão psicológica. (Foto: internet/reprodução)

Assédio moral tem efeitos imprevisíveis

A agressão emocional não é uma ação inteligente. Atinge qualquer tipo de pessoa, mas encontra resposta naquelas que são mais suscetíveis à opinião dos outros.

Assim como a ofensa, só tem efeito se o alvo se sentir intimidado. Conheci uma criança que nunca teve um apelido pejorativo.

Ela era de fato muito levada, mas todo adulto que tentava a ridicularizar se dava mal. Era o sujeito colocar o apelido e a criança imediatamente devolve-lo.

Na verdade, ela demonstrava não se importar e ainda tirava onda com o adulto. Por isso, a graça em tentar ridicularizá-la pelo comportamento acabava e a alcunha ficava com quem inventou.

A história dessa criança demonstra claramente a posição emocional dela. A vitalidade e despretensão que demonstrava incomodavam as pessoas que já estavam engessadas pela vida social.

Mas na maioria dos casos o assédio moral destrói a vida do indivíduo. Seja para manter o domínio ou para desvalorizar o outro perante ele mesmo, essa atitude causa danos irreparáveis.

A criatura não deve pautar seu comportamento na opinião alheia. Mesmo assim, existe a necessidade de se sentir acolhida nos dos grupos que frequenta. Por isso, se há envolvimento emocional ou profissional os danos do assédio moral são sérios.

O principal efeito dele é a depressão. Tudo por ser uma ação contínua que, muitas vezes no começo é tolerável, acaba ficando insuportável com o tempo.

Dependendo da circunstância, ele pode levar também à síndrome do pânico, crises de ansiedade, estresse pós-traumático, entre outros. Para mim, o pior de todos os efeitos é a infelicidade.

Muita gente convive em vários grupos onde culturalmente o assédio moral é visto como brincadeira entre íntimos. E ser alvo de descasos e chacota constante, tira a alegria de qualquer um.

Como neutralizar o assédio moral

Neutralizar o assédio moral não é uma tarefa fácil de ser concluída. A primeira sugestão é não levar críticas, desaforo e brincadeiras ofensivas para o lado pessoal.

Esse tipo de comportamento só demonstra uma coisa. O ser humano que utiliza desse tipo de recurso é infeliz, imaturo e tolo.

A auto-observação é uma excelente ferramenta de apoio. Assim como brincadeiras pejorativas podem humilhar e ofender, também têm poder de indicar comportamentos inadequados. Portanto, se observe e perceba se você realmente não está se agindo fora do contexto. Caso não esteja, seja firme em sua postura e respeite seu direito de ser como é. Caso sim, dê seu jeito de se alinhar.

Tenha sempre em mente que o ser humano costuma projetar no outro suas dificuldades. Portanto, esteja certo de que por trás de todo assédio moral há alguém que se sente um lixo.

Esteja sempre pronto para questionar o assédio do outro. Brincar é saudável e faz parte da vida, deixando-a mais leve. Entretanto, se o ato se torna repetitivo demais, seja firme e questione aonde a pessoa quer chegar com isso. É uma excelente forma de quebrar a agressividade, já que na maioria das vezes, o agressor nem percebe que está agredindo.

Saiba mudar o foco da conversa ou até mesmo aja como o menino que conheci. Ninguém gosta de ser agredido e, ao virar o alvo para o autor, ele vai se tocar e parar. Fazê-lo sentir na pele os efeitos de suas atitudes é excelente para  interromper o processo.

Por fim, e não menos importante, seja sempre educado e delicado com as pessoas. No fundo, bem fundo, todo indivíduo que tenta ridicularizar ou diminuir o outro, está precisando se sentir melhor. E nesse ponto, nada substitui boas maneiras, se são feitas com sinceridade.

Conclusão

Nesse artigo você viu um raio X sobre o assédio moral. Essa prática é extremamente nociva e deve ser combatida a todo custo. No DNA dele, você viu que é muito difícil identifica-lo. Ele só ocorre por conta da diversidade de características, interpretações e necessidades emocionais de cada um. Por isso mesmo é muito perigoso levar tudo para o lado pessoal.

No caso de estar sendo vítima de um, procure ajuda, principalmente de profissionais. Tente neutralizá-lo, mas de forma inteligente e adulta. Tentar cortar um assédio moral com agressividade vai fazer de você um agressor e do agressor uma vítima.

Esses são os principais dados a respeito do assédio moral. Espero que agora, de posse dessa informação, você possa se libertar desse tipo de constrangimento. Se gostou desse artigo, compartilhe com os seus amigos e marque nas estrelinhas aqui abaixo do post. Ajude outras pessoas a terem acesso a essa informação. Deixe também seu comentário. Ele é muito importante para nós.

Até o próximo!

Fontes:

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/causas-e-consequencias-do-assedio-moral-nas-organizacoes/27496/

https://www.youtube.com/watch?v=AqhUuj2hv24

http://www.psicorh.com.br/2013/12/a-tortura-psicologica.html

http://www.relacionamentos.net.br/cotidiano/violencia-psicologica-o-que-e-e-como-evitar

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Zilda de Assis

Sobre o autor | Website

Zilda de Assis é jornalista e gestora de pessoas. Autora dos ebooks: Já que relacionamentos perfeitos não existem, torne-os saudáveis, O que é autossabotagem e Manual dos relacionamentos saudáveis.

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