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Desenvolvimento pessoal

Pense em você primeiro, sem ser um egoísta

O egoísmo amedronta muita gente, porque é uma péssima característica. Descubra como pensar em você em primeiro lugar, sem medo de ser chamado de egoísta.

Assista acima a matéria correspondente a este post.

O egoísmo é um dos maiores inimigos do comportamento humano. Qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade sabe que é um sentimento nocivo para o ser. Ainda sim, vivemos em uma realidade onde ele é exercido indiscriminadamente.

Por esse motivo, o indivíduo passa muito tempo fugindo da possibilidade de ser considerado egoísta. É que a pessoa que se encaixa nesse conceito é vista com maus olhos por vários motivos. Destaco aqui a religião e as dificuldades em conviver com pessoas assim.

Se você se preocupa com os prejuízos que o egoísmo pode trazer à sua imagem e à sua saúde emocional, acalme-se já! Nem tudo é egoísmo e essa neura em evitar ter esse sentimento tem causado sofrimento terrível nas pessoas.

O pior de tudo é que muitas delas acabam se anulando, com o único propósito de provar para os outros que são altruístas e desprendidas. Essas são duas virtudes maravilhosas e precisam ser desenvolvidas, mas não indiscriminadamente. O grande problema aqui é que na vida, nem tudo é o que parece ser.

Pretendo neste artigo descortinar um problema muito sério. Trata-se da confusão que se faz entre o significado de duas palavrinhas, distintas, porém, aparentemente iguais: egoísmo e autoamor.

O egoísta não consegue perceber que o outro também precisa de cuidados, carinho, atenção e bens materiais. (Foto: internet/reprodução)

O egoísta não consegue perceber que o outro também precisa de cuidados, carinho, atenção e bens materiais. (Foto: internet/reprodução)

O que vem a ver egoísmo

Egoísmo é o amor exclusivo por si mesmo. É considerado uma qualidade negativa, pois aquele que se guia por ele pensa unicamente em si. Em situações onde há diversos interesses em jogo, o egoísmo incita o homem a pensar somente nos seus. O egoísta, portanto, não pensa duas vezes em prejudicar o dos outros, principalmente a coletividade, desde que o seu interesse esteja garantido.

Este comportamento é repugnante, pois na prática social as pessoas se inter-relacionam. Por isso, precisam assegurar a sua parte, mas tem igualmente o dever de deixar intacto o direito do outro.

Determina a regra máxima da boa convivência que o meu direito termina quando estou invadindo o alheio. Dessa forma, o egoísmo é totalmente contrário ao bem social. Porém, ele é igualmente prejudicial à própria criatura que o toma como principal característica.

No meu entendimento o grande problema da humanidade é partir sempre para pontos opostos. O egoísmo isola a pessoa na sua necessidade de recolher o maior número de benefícios exclusivamente para si. A prodigalidade faz o oposto, exatamente por leva-lo a esquecer de si.

É preciso deixar bem claro aqui que o primeiro deve ser combatido a todo custo. Eliminado da personalidade de todas as pessoas, mas não pode anular a preocupação com o eu. E esta deve ser considerada atividade sadia.

O autoamor, ao contrário do egoísmo, faz o indivíduo enxergar a si, na posição do próximo. (Foto: internet/reprodução)

O autoamor, ao contrário do egoísmo, faz o indivíduo enxergar a si, na posição do próximo. (Foto: internet/reprodução)

A confusão entre egoísmo e autoamor

A confusão entre egoísmo e autoamor é muito comum, embora seja ignorada pela grande maioria. Como a própria definição do primeiro termo diz, ele é um amor desmedido por si mesmo. O que indica que, de fato, não há amor, mas compulsão, obsessão, fixação em satisfazer apenas os próprios interesses.

E é esse desequilíbrio o responsável pelo sofrimento de muitas pessoas mundo a fora. O engano quanto ao significado dos termos leva ao erro de que pensar em si significa ser egoísta. O que as leva a focar muito mais no interesse de terceiros, para fugir do estigma.

O pior de tudo é que o foco no que os outros vão pensar se alia ao medo de ficar sozinho. E isso torna grande parte da população refém de chantagens emocionais veladas.

Ao contrário do que muitos acreditam, autoamor é o gostar de si mesmo. O engano quanto ao egoísmo é que ele leva o indivíduo a ignorar que vive na companhia de outras pessoas e elas também merecem o bom.

O egoísta não enxerga nada que não seja conveniente a si. Já quem se ama pensa em si, mas não deixa de considerar as necessidades alheias.

Muitas pessoas têm medo de parecer egoístas, mas ignoram que são, mesmo assim, por excesso de cobranças, chantagens emocionais, entre outros. (Foto: internet/reprodução)

Muitas pessoas têm medo de parecer egoístas, mas ignoram que são, mesmo assim, por excesso de cobranças, chantagens emocionais, entre outros. (Foto: internet/reprodução)

Desligue-se do medo do parecer egoísta

O medo de parecer egoísta tem causado muita infelicidade no convívio social. Na realidade todo ser humano deseja ardentemente alcançar o altruísmo, mas esbarra exatamente da falta de autoamor.

As relações humanas têm sido pautadas em cobranças excessivas de posturas bondosas, o que condiciona as pessoas a acreditar que ser bom é fazer tudo pelo outro. Ocorre que grande parte dos bonzinhos faz de tudo para o outro, mas sem ponderar nada. Por outro lado, muitos são amparados e ajudados, sem que de fato haja necessidade de ajuda.

Na verdade, o medo de parecer que é egoísta tem disseminado uma total falta de amor por si mesmo e consequentemente pelo outro também. E aí está o maior prejuízo dessa confusão. O ser não consegue amar, na acepção mais profunda do termo.

O compromisso principal da vida do homem é crescer, virar o que se convencionou chamar de gente de bem. O mais interessante é que a vida faz com que cada um tenha condições de modificar apenas a si. Sim, a mudança é uma porta que só se abre de dentro para fora.

Daí que é preciso muito autoamor para conseguir tal façanha. Ocorre que para gostar do outro de verdade, o indivíduo precisa gostar de si mesmo invariavelmente.

Tudo por uma razão muito simples. Quando não há amor, há maus tratos e exigências exageradas, por exemplo. E tudo que você faz consigo, fará com seu próximo.

O egoísmo não cabe nos relacionamentos, que são vias de mão dupla. (Foto: internet/reprodução)

O egoísmo não cabe nos relacionamentos, que são vias de mão dupla. (Foto: internet/reprodução)

O egoísmo na via de mão dupla

Como as relações são vias de mão dupla, confundir autoamor com egoísmo é um péssimo negócio. Conheço muita gente que vive em função de agradar o outro, na esperança de que agindo assim, vai sempre ser atendida em suas necessidades.

Quando você se ama, você se cuida e se preocupa com seu bem estar. Agindo assim, está garantindo que suas necessidades estejam sendo supridas. A partir daí, tem como estar realmente disponível para o próximo.

Aquele que cai no equívoco de devotar sua vida ao outro, sem cuidar de si mesmo acaba tendo suas necessidades ignoradas. Independente de egoísmo ou não, quem olha pelos seus interesses é você mesmo. Até para ser ajudado, é necessário que o interessado se manifeste, senão ninguém saberá que há uma carência em aberto.

Outro ponto muito importante é que se você não tem condição de cuidar de si, como vai ajudar o outro? Essa pergunta é muito elucidativa, pois são fartos os exemplos de pessoas tentando auxiliar o próximo enquanto a própria vida está toda desestruturada.

Independente do compartilhar benesses, cada ser humano é responsável por si, pelo seu bem estar e pelo bem estar do seu organismo. A menos que você seja uma criança com menos de seis anos ou esteja entrevado em uma cama, sua vida é responsabilidade sua.

A ajuda, como o próprio nome diz, é um ato de prestar auxílio. Fazer tudo pelo outro é anular sua autonomia e prejudicar seu desenvolvimento. E portanto é muito mais prejudicial do que benéfico.

O egoísmo só deixa a sua vida, quando você se abre para o autoamor. (Foto: internet/reprodução)

O egoísmo só deixa a sua vida, quando você se abre para o autoamor. (Foto: internet/reprodução)

Quando o egoísmo deixa a sua vida?

O egoísmo só deixa a sua vida quando você desenvolve o autoamor. Autoamor é pensar nos seus interesses, sem esquecer que o outro também os têm.

Estando em equilíbrio, você consegue perceber a si e ao próximo com mais clareza. Além disso, consegue se doar com mais facilidade, pois não tem questionamentos internos para responder.

O que assistimos diariamente são situações onde a pessoa se vê forçada a servir ao outro, por medo de ser taxada de egoísta. É evidente que esse ser forçado não é literal, mas sim por um impulso interno de fazer o que o outro quer para não ficar mal visto. Aos poucos, isso vira um reflexo condicionado, embora cada vez que ocorra, ela se sinta mal.

O egoísmo só deixa sua vida, quando você aprende a gostar de si mesmo. A pessoa mais importante da sua vida é você mesmo. Sem você, você não existiria. Pense nisso. Quando começar a se amar, automaticamente o indivíduo passa a ter um cuidado maior, além de mais compreensão com o próximo.

Agora, você tem uma noção maior da diferença entre o que é egoísmo e autoamor. Compartilhe esse artigo para que seus amigos também ampliem seus conceitos a respeito. Seu comentário é muito importante para nós. Deixe aqui embaixo.

Até o próximo!

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Zilda de Assis

Sobre o autor | Website

Zilda de Assis é jornalista e gestora de pessoas. Autora dos ebooks: Já que relacionamentos perfeitos não existem, torne-os saudáveis, O que é autossabotagem e Manual dos relacionamentos saudáveis.

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4 Comentários

  1. Dulcemar Lara disse:

    Olá Zilda!
    Como você mencionou, a religião acabou sendo muito responsável por essa confusão entre egoísmo e autoamor, temos que pensar sempre no outro primeiro. Foi a interpretação errada daquela frase “… amar ao próximo como a sim mesmo”. Quem não se ama não consegue amar ninguém.
    Muito bom o texto.
    Parabéns.

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    • Obrigada, Dulcemar!

      Pense em você primeiro, com o devido amor e vai ser a melhor pessoa para o próximo!

      Grande abraço,

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  2. Noêmia Dória disse:

    Boa observação para viver melhor!!

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    • Isso mesmo, Noêmia!

      Gratidão pelo seu comentário!

      Abraço,

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