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Desenvolvimento pessoal

Se você costuma disfarçar sua raiva, descubra seu poder destrutivo quando ela está escondida

: A raiva é considerada uma emoção tão ruim que muita gente faz questão de disfarçar que sente. Mas isso é extremamente perigoso. Saiba por quê.

A raiva é uma das quatro emoções primárias do ser humano. Como todas as outras três, ela acaba passando por diversas derivações. Um dos piores meios de lidar com a própria raiva é disfarça-la. Chega um ponto que você não sabe o que está se passando no seu íntimo.

Você pode estar se perguntando como assim, alguém corre o risco de vivenciar a raiva e mesmo assim esconde-la? Respondo que sim, pode. Ela é uma emoção muito forte. Está diretamente ligada a ataques de fúria, aqueles que saem destruindo tudo à sua frente, mas mesmo assim pode ser camuflada.

Acompanhe este post até o final e você vai descobrir como isso ocorre e o que fazer para evitar que ocorra na sua vida.

Muita gente ignora a raiva que guarda em seu mundo íntimo.

Muita gente ignora a raiva que guarda em seu mundo íntimo.

A raiva que você não sabe que sente

Quando o assunto é a raiva, a cena que vem em mente é uma pessoa possuída pela agressividade, destruindo tudo. De fato, a energia movimentada por essa emoção é avassaladora.

Ela é extremamente difícil de ser contida na idade adulta. Entretanto, o processo de disfarçar a raiva que se sente começa na infância. São subterfúgios que a criança usa para guardar para si as decepções que se seguem a uma frustração.

Sim, a frustração é o principal agente da raiva. Ela acaba sendo uma reação à recepção de um não. Dependendo da forma como a criança vivencia essas negativas, vai acabar encontrando meios para compensar sua dor.

Ao ser contrariado, a gente sente um aperto no peito e é tomado, no primeiro momento, por uma necessidade de destruir a oposição. Dependendo de como os adultos nos ajudam a lidar com essa reação, há três possibilidades de lidar com ela: você pode correr atrás para reverter o resultado; pode camuflar sua insatisfação para ser aceito pelos outros ou pode lidar com ela e tirar um aprendizado.

No caso em discussão aqui, a segunda opção é a escolhida. Isso geralmente ocorre, pelo fato dela estar inserida em um ambiente onde é constantemente exposta à frustração. Claro que é impossível viver o tempo todo sem ser contrariado, mas da mesma forma, ser com frequência muito constante exige que defesas sejam levantadas.

E são exatamente elas que promovem um distanciamento perigoso entre o indivíduo e sua emoção. O problema maior é a repetição de quadros semelhantes.

O processo ocorre toda vez que você tenta se defender de uma circunstância injusta e leva um fora. Ao perceber que o resultado é sempre negativo, chega um momento em que você irá sublimar sua insatisfação. Tudo porque sabe que não adianta tentar fazer algo.

O resultado disso tudo é que mesmo insatisfeito com situações onde não pode se manifestar, você acaba se calando diante delas. Porém, não consegue se desvencilhar da emoção que ela causa. E, mesmo disfarçada, a raiva está lá.

E toda a raiva não trabalhada tende a se acumular na mente. Com o passar do tempo, essa energia vai se transformando em mágoa, rancor e amargura.

Quase sempre é difícil disfarçar a raiva, por conta da sua carga energética, mesmo assim, muita gente faz isso o tempo até sem notar.

Quase sempre é difícil disfarçar a raiva, por conta da sua carga energética, mesmo assim, muita gente faz isso o tempo todo até sem notar.

O trabalho para identificar a raiva reprimida

Estou abordando esse assunto com liberdade, porque o vivenciei nos últimos 12 meses. Sempre fui considerada uma pessoa muito calma, mas sempre estava propensa a ter um ataque de pelanca por coisas muito simples.

Foi em uma terapia alternativa que descobri o quanto tinha de raiva guardada dentro de mim. Eu não entendia o motivo de me irritar com tanta facilidade.

Descobri recentemente, que quando era bem pequena, constantemente me via exposta a situações onde me passavam para trás. Ao tentar contestar as trapaças, era ridicularizada.

Sempre fui uma pessoa preocupada com o justo, mas era lenta nas brincadeiras, porque pensava demais. Então, acabava sendo invadida no meu direito.

São coisas que toda criança faz até hoje. Porém, a esperteza tão cultuada pelo povo brasileiro, nem sempre é acompanhada de honestidade. E ela acaba prejudicando quem está pensando ou tem mesmo pouca agilidade.

Eu era presa fácil dos espertalhões da vizinhança. Mas a sensação de ser desrespeitada e ser sempre passada para trás me deixava furiosa.

Para não dar o braço a torcer, acostumei a fingir que nada estava acontecendo. Com o tempo, já não ficava tão nervosa, mas me mantinha afastada de situações em que me via sob o risco de ser passada para trás novamente.

O problema é que essas situações se tornaram constantes em minha vida. Eu precisava resolvê-las e por isso as atraia para meu cotidiano. Foi assim até que comecei a trabalha-las com uma técnica chama Emotional Freedon Thecnic (EFT). Foi lá que me descobri uma raivosa inveterada.

A EFT tem como objetivo limpar o subconsciente das emoções negativas. Meu caso estava muito grave, pois estava com minha vida profissional totalmente emperrada. E a raiva é uma emoção muito comum no mercado de trabalho, uma vez que ele estimula muito a competitividade.

No meu caso, cada situação que eu não havia conseguido resolver estava armazenada em minha mente. Eu atraia outras semelhantes, com o objetivo de solucioná-las, mas não conseguia nem mesmo identificar o que se passava em meu mundo íntimo.

Aprender a lidar com a raiva é tarefa árdua, mas possível.

Aprender a lidar com a raiva é tarefa árdua, mas possível.

Maneiras de lidar com a raiva reprimida

Minha situação piorou muito a partir do momento que abandonei a EFT. Havia chegado à terapia para destravar minha vida profissional, mas a terapeuta cismou de tratar minha raiva.

Era o que precisava ser feito, sim. Porém, eu não conseguia chegar à causa de tanta raiva armazenada em meu inconsciente. Eu conseguia identificar o que sentia nos dias atuais, mas o acesso ao que deu origem me dificultava encerrar a questão.

De fato, obtive um ganho imenso no quesito paz interior. Passei a conseguir parar de me irritar tanto. Contudo, a origem do meu problema ainda exigia que eu trabalhasse essa emoção.

O importante aqui é você saber que algumas situações ligadas às emoções vão exigir a ajuda de pessoas preparadas para tal. Eu sempre recorro a psicólogos e terapeutas. Eles possuem as ferramentas necessárias para auxiliar na descoberta de fatos, que sozinha não conseguiria acessar.

No meu caso, a EFT ajudou a descobrir a quantidade de raiva armazenada que eu guardava dentro de mim. Ela foi fundamental para começar a limpar meu inconsciente.

Encontrei auxilio muito grande também conjugando o reiki com a psicoterapia. No primeiro, tive acesso a fatos que me bloqueavam a energia. Na segunda, consegui trazer à tona o que de fato gerava minha raiva camuflada.

Invariavelmente, os processos que envolvem a raiva demandam autoconhecimento para serem trabalhados. E da mesma forma com todas as outras emoções do ser humano.

A melhor forma de resolver traumas e bloqueios emocionais são as terapias. As tradicionais como psicoterapia e psicanálise são primordiais para o tratamento dos problemas da alma. As terapias alternativas também cumprem papel importante no autodescobrimento e desenvolvimento do autoamor.

Neste post, você descobriu como camuflar a raiva pode ser prejudicial. Ajude os seus amigos a conhecerem também, compartilhando este artigo. Aproveite e deixe um comentário sobre este post. Ele vai enriquecer em muito a discussão em torno deste tema.

 Até o próximo!

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Zilda de Assis

Sobre o autor | Website

Zilda de Assis é jornalista e gestora de pessoas. Autora dos ebooks: Já que relacionamentos perfeitos não existem, torne-os saudáveis, O que é autossabotagem e Manual dos relacionamentos saudáveis.

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10 Comentários

  1. Beatriz Gonçalves de souza disse:

    Muito interessante,me identifiquei muito com vc na infância .Vou ficar ligada nesse sentimento.

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    • Faça isso mesmo, Beatriz!
      Quando você entende a origem de suas emoções, você acaba lidando melhor com elas. A parte desagradável é que você é obrigado a exorcizar seus fantasmas se quiser ter algum resultado libertador. Conhecimento sem ação, não vale para nada.
      Muito grata com seu comentário! Volte sempre.
      Grande abraço,
      Zilda

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  2. Dulcemar Lara disse:

    Olá!
    Nos ensinam, desde pequenos, as coisas feias da vida e que devemos evitar, como: chorar, ficar irritado, ter rancor, ódio, mágoa, sentir tristeza… Seria perfeito, mas esse ser humano não existe, então começamos a sofrer por sentir essas coisas.
    O pior é que tudo é muito simples, talvez por isso se torne tão difícil. Tá com raiva? Então fique assim, aceite, quando der, dentro do seu tempo, tente identificar ou resolver.
    Ficar com raiva pode.
    Bjs.

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    • Olá, Dulcemar!

      Gostei. Ficar com raiva pode, sim!

      Volte sempre!

      Grande abraço,

      Zilda

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  3. Noêmia Dória disse:

    Retrata muito bem o cotidiano, e temos que nos atentar e cuidar sobre os aspectos que desencadeiam a raiva que pode gerar tantos outros problemas.

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    • Noêmia, esse trabalho, posso te assegurar, é muito meticuloso e dolorido. A notícia boa é que é recompensador!

      Gratidão pelo seu comentário!

      Grande agraço,
      Zilda

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  4. Edson da Penha Ribeiro disse:

    Fantastico texto!

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    • Obrigada, Edson!

      Grande abraço,

      Zilda

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  5. Leodmila Valente disse:

    Ótimo texto! interessante essa abordagem sobre a Raiva… “O que mais gera raiva dentro de nós é o nosso sentimento de impotência frente a nossa falha em controlar uma pessoa, uma situação ou a nós mesmos. ” desconhecido… #precisandotrabllharemmimessefator

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    • Exatamente, Leodmila!

      A raive é reflexo da nossa frustração, principalmente porque queremos que o outro seja o que nós planejamos para ele.

      Muito grata, pelo seu comentário!

      Abraço,

      Zilda

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