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Desenvolvimento pessoal

O guia completo para ser uma pessoa normal

O que é ser normal para você? Calma, não precisa ter medo de estar fora do grupo. Descubra aqui o que fazer.

O normal é ser diferente, respeitando suas particularidades! (Foto: internet/reprodução)

O normal é ser diferente, respeitando suas particularidades! (Foto: internet/reprodução)

Normal é aquele indivíduo que não destoa do grupo social em que está inserido, dentro do conceito geral. E se você se sente oprimido por ter que se comportar como todos ao seu redor, veio ao lugar certo. Ninguém precisa fazer o que não quer, nem ser o que não é só para se enquadrar dentro da normalidade.

O ser humano tem verdadeira obsessão pela perfeição e a normalidade acaba esbarrando nela. Dentro de um aspecto mais geral, ser normal é estar dentro da média das pessoas.  O psicólogo César Augusto Borella destaca um aspecto muito importante sobre o tema. Ele lembra, muito bem, que se o indivíduo tem todas as condições para trabalhar e ser feliz, sem gerar conflitos, está dentro da normalidade.

O grande problema quando o assunto é ser normal cabe à insistência social de padronizar comportamentos. Você já deve ter observado que a maioria das pessoas sofre porque não se encaixa nos padrões sociais. Além disso, o que é considerado normal na atualidade é uma aberração sem tamanho. Cito aqui o ato de demonstrar para o outro que está tudo bem, quando na realidade está tudo péssimo.

Podemos perceber também que ser normal para a sociedade virou algo indecifrável. Tem muito mais a ver com evitar conflitos do que em não possuir um fator que lhe impeça de trabalhar ou se relacionar bem com suas emoções.

Todo mundo quer ser normal, mas acaba esquecendo que a norma é apenas uma padronização. (Foto: internet/reprodução)

Todo mundo quer ser normal, mas acaba esquecendo que a norma é apenas uma padronização. (Foto: internet/reprodução)

Todo mundo quer ser normal

 Se você analisar bem as pessoas vai perceber que ser normal é exatamente ser fora dos padrões. Isso, porque normal significa algo ou alguém dentro de uma norma ou regra. E, a partir do momento em que foi normatizado, não há naturalidade.

Para ser bem honesta, ser normal é um mito, pois é impossível seguir regras uniformizadas. Uma das características mais marcantes do ser humano é a diversidade. Isso tudo porque cada indivíduo é único, específico e inigualável, por mais que o imitem. Portanto, o que se procura desesperadamente é fazer parte do grupo e não a normalidade.

O problema aqui passa a ser a conceituação de normalidade e tudo isso passa pelo aspecto do comportamento. Sim, a forma de conviver e lidar com os outros e consigo mesmo é que vai determinar se você é normal ou não.

Ser normal é ser diferente. (Foto: internet/reprodução)

Ser normal é ser diferente. (Foto: internet/reprodução)

O que é ser normal?

O médico psiquiatra Valentim Gentil Filho respondeu essa pergunta com muita objetividade em 2011, no programa Roda Viva. Na ocasião, ele respondia às perguntas da bancada do programa da TV Cultura com relação a uma pesquisa realizada em indivíduos considerados super normais.

De acordo com Gentil Filho, a pessoa normal é aquela que responde aos estímulos aos quais está exposta. Se ela vivenciou uma situação que causa raiva, o normal é ela sentir raiva; se estava em momento onde há graça, o normal é achar graça; em momentos onde o ambiente é triste, o normal é sentir tristeza.

Seguindo o raciocínio do psiquiatra então, a maioria da sociedade foge totalmente dos padrões da normalidade. Afinal de contas, o comum atualmente é disfarçar ao máximo o que se está sentindo para não chocar as pessoas.

Mas ser normal não se restringe ao aspecto mental e emocional somente. Ele vai além, pois requer ainda as condições de saúde, acessibilidade e relacionamento com as diferenças.

Podemos afirmar que o normal seria as pessoas assegurarem aquilo que lhes faz bem, respeitando a paz do outro igualmente. Resumindo, ser normal é estar em paz consigo mesmo e com aqueles que lhe rodeiam.

E é nesse ponto que a anormalidade impera na sociedade contemporânea. A preocupação em parecer que está bem, que se é feliz e que tem sucesso é muito maior do que o ser. O pensamento é um só: se não sou, pelo menos pareço e isso basta por hora.

Ocorre que essa sensação de momento vai prevalecendo e o que seria uma circunstância passageira acaba ficando comum. O que falta, portanto é um retorno do indivíduo ao próprio eixo. Dessa forma, ele reorganizaria sua vida mental e emocional dentro do bem estar.

No esforço para ser normal, muita gente acaba sendo louca. (Fonte: internet/reprodução)

No esforço para ser normal, muita gente acaba sendo louca. (Fonte: internet/reprodução)

Ser normal ou perder a sanidade

As regras sociais são muito claras: faça de tudo para que as pessoas não precisem se esforçar para conviver com você. Esse é o ponto que tem levado muita gente à agonia e à insatisfação. Tudo porque os atritos começam quando alguém precisa sair de sua zona de conforto para aceitar o outro do jeito que ele é.

As regras básicas da boa convivência indicam posturas muito simples: preserve seu bem estar, sem prejudicar o bem estar alheio. O que tem causado muita dor na sociedade é exatamente a criação de regras. Elas além de  extremamente rígidas, atropelam as especificidades de cada um.

Essas normas têm sido levadas tão a sério que se uma pessoa disser não, corre o risco de ser punida pelo grupo. Dependendo do grau de intimidade, ela pode ser até banida.

Um fato precisa ser analisado a fundo nesse começo de século. As criaturas estão abrindo mão de serem autênticas por medo de parecerem insanas. Nossa sociedade faz de tudo para não conviver com a loucura, mesmo com todo o trabalho pela abolição dos manicômios.

Se formos pensar dentro da definição de normalidade do Dr. Valentim Gentil Filho, a insanidade faz parte de ser normal. Por isso mesmo, sentir raiva após uma provocação é apenas expressar um sentimento provocado.

Aliás, a raiva é um ótimo exemplo a ser citado, pois ela vem sempre acompanhada de arroubos e, algumas vezes até de violência. Que fique claro que o problema não é a raiva, mas o que se faz quando ela se manifesta.

O grande contratempo entre ser normal ou perder a sanidade é a medida usada para extravasar o que se sente. E isso ocorre pelo fato de que nós vamos deixando acumular muitos episódios para estourar por coisa sem relevância.

Escolher entre ser normal ou insano vai depender de como você lida com suas próprias necessidades. (Foto: internet/reprodução)

Escolher entre ser normal ou insano vai depender de como você lida com suas próprias necessidades. (Foto: internet/reprodução)

Como ser normal

O primeiro passo para ser normal é aprender a lidar com as próprias emoções. A criança não sabe definitivamente, pois dá seus shows e faz escândalos para expressar seus descontentamentos. Se lhe ensinam a lidar com as frustrações, vai ter como aprender com elas e usar a inteligência na gestão de conflitos.

A grande questão aqui é que os adultos não têm muita habilidade de fazer isso no dia a dia. Por isso, mesmo acabam não tendo como ensinar aos pequenos a administrar com seus conflitos e frustrações.

Mesmo assim é possível ser normal nesse planeta e nessa sociedade presa na zona de conforto. O foco principal passa a ser identificar o que lhe faz bem. Em seguida, evitar acumular muitos estímulos negativos como a raiva e a tristeza, por exemplo.

Deixe o passado para trás, mas procure ser o mais sincero com os familiares. É na família que as neuras nascem, pois é na infância que os traumas e bloqueios são criados para nos defender da dor.

Por isso, comece a se expressar. Faça isso com educação e gentileza. Isso é possível e vai ajudar em muito ao outro a compreender onde pisa na bola e pode melhorar.

Perca o medo de se expressar e ser mal compreendido. Falar de si e seus sentimentos focando no que lhe desagrada fará com que seja ouvido. O comum é acusar quem lhe desagradou, ao contrário de apontar que um erro foi cometido. É isso que impede que o outro se recuse a ouvir o que você tem a dizer.

Há muito de normal no que chamam de insanidade. (Foto: internet/reprodução)

Há muito de normal no que chamam de insanidade. (Foto: internet/reprodução)

Seja um insano normal

Parece até brincadeira, mas é possível ser um insano normal. A sanidade pede para que você vivencie as emoções em função das descargas hormonais provocadas pelos estímulos.

Entretanto, na tentativa de demonstrar que se é forte, o indivíduo acaba escondendo suas reações naturais. Troca a raiva e a tristeza pelo sorriso. Demonstra polidez quando deseja esganar o outro. Evita chorar em momentos de dor, para não preocupar os demais.

Tudo isso é feito com o único objetivo de manter a sanidade. Ou seja, assume uma postura de tranquilidade onde há um turbilhão de emoções. Porém, quanto mais se adota essa postura, menos sanidade se tem, até que chega um ponto em que ocorre a loucura. E quando a loucura chega, as estruturas ficam todas abaladas.

Portanto, se você quer ser uma pessoa normal, comece a sair do seu eixo. Seja gentil, solícito e agradável com o outro, mas somente depois de agir assim com você mesmo.

Use e abuse da sinceridade, desde que dentro dos padrões de civilidade e inteligência. Uma verdade dita com educação, firmeza e conhecimento de causa pode até incomodar, mas jamais magoa.

Finalizando, jamais tenha medo de dizer não. Esse monossílabo foi feito para ser dito ao invés de ser guardado em forma de sapos engolidos. Opte apenas por fazer isso com convicção, inteligência e no momento certo.

Se você for habilidoso, sairá dessa mania de parecer normal para resgatar sua sanidade na autenticidade. Só fique atento para não virar um egoísta, onde apenas suas vontades imperam. Lembre-se de que quem vive em sociedade vai ceder em diversos momentos, para ganhar em outros.

Neste artigo você conheceu um pouco mais sobre o que é ser normal. Se gostou dele, compartilhe com seus amigos, e deixe seu comentário enriquecendo o debate.

Até o próximo!

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Zilda de Assis

Sobre o autor | Website

Zilda de Assis é jornalista e gestora de pessoas. Autora dos ebooks: Já que relacionamentos perfeitos não existem, torne-os saudáveis, O que é autossabotagem e Manual dos relacionamentos saudáveis.

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